A Dança dos Números

2º turno presidencial, domingo, 25 de outubro de 2026

Análise independente, transparente e auditável: todas as pesquisas, fontes e cálculos abertos para conferência. O que as pesquisas esperam, seis cenários e por que o placar da noite oscila antes de assentar, sem que nenhum voto mude de lado.

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até as 17h de Brasília, quando a votação encerra e a apuração começa

Cada ponto é um pedaço do Brasil.

A cor indica quem tem vantagem no bloco regional na Nossa Análise, o cenário central; altura e brilho crescem com a vantagem. Os pontos pousam na ordem em que cada bloco costuma ser apurado.

O ponto de partida

No primeiro turno, em 4 de outubro, mais de 125 milhões de brasileiros foram às urnas. A análise parte desse retrato e pergunta o que acontece com os votos que não foram para nenhum dos dois finalistas .

Para onde foi o eleitorado no 1º turno

    Votos válidos por candidato

    O que dizem as pesquisas

    Em vez de confiar em uma pesquisa só, juntamos todas as que têm registro no TSE . Cada uma pesa pela precisão da sua amostra e passa por testes que procuram erros e pontos fora da curva. Dali saem duas leituras calculadas a partir dos dados: o consenso, que olha só o conjunto recente, e a tendência, que olha também as datas e desconta o desvio habitual de cada instituto. Elas são a base dos seis cenários.

    É um cálculo estatístico independente sobre pesquisas já divulgadas, não uma nova pesquisa. Todas as pesquisas usadas têm o número de registro no TSE citado no catálogo ao final do capítulo (Lei 9.504/97, art. 33; Res. TSE 23.600/2019). A chance de vitória mostrada aqui significa “quanto o erro típico das pesquisas permite afirmar”, nunca uma garantia, e não é a porcentagem de votos.
    Calculando o consenso e a tendência das pesquisas…

    Resumo: o que as pesquisas esperam para 25/10

    Duas leituras do mesmo conjunto de pesquisas. A Tendência é a projeção para o dia da votação: leva em conta quando cada pesquisa foi a campo e para onde a curva anda . O Consenso é a média das pesquisas recentes sem olhar o tempo .

    Onde cada leitura cai na margem entre os dois candidatos

    Barra grossa: intervalo de 95% só com o erro do cálculo das pesquisas. Linha fina: faixa de 95% com todos os erros das pesquisas (o erro estatístico aumentado pelo agrupamento e o erro não amostral, o mesmo modelo de erro dos seis cenários), por isso bem mais larga. À direita do zero, Flávio à frente; à esquerda, Lula. A chance de vitória está nos cartões acima; os outros quatro cenários entram no capítulo seguinte.

    Linha do tempo: cada pesquisa, a tendência e o leque até a eleição

    Cada marca é uma pesquisa, posta no ponto médio do período de campo. A linha contínua, na cor da Tendência, é a tendência estimada, com faixas de 80% e 95%. Depois da última pesquisa, o leque abre porque a incerteza cresce com o tempo até 25/10.

      Ver a série da tendência em tabela

      Gráfico de floresta: o intervalo de cada pesquisa e o diamante do consenso

      Cada linha é uma pesquisa com o intervalo de 95% da sua margem. O quadrado é maior quando a pesquisa pesa mais no consenso. O diamante embaixo é o consenso e a linha fina que o acompanha é o intervalo de predição: onde cairia uma pesquisa nova, se nada mudasse .

        Gráfico de funil: quem foge do que o acaso explica

        Pesquisas com amostra maior (mais precisas) devem ficar perto do consenso; as menores podem se espalhar mais. O funil marca o que o puro acaso amostral permite. Pontos fora dele divergem demais para serem sorte e merecem atenção .

          Efeito de instituto: o viés habitual de cada um

          Alguns institutos mostram, de forma estável, a margem um pouco deslocada em relação à média, por causa do método, da amostra ou do jeito de ponderar. A tendência estima esse “efeito de casa” e o desconta, nos dois sentidos. Barra para a direita: o instituto costuma mostrar a margem deslocada na direção de Flávio em relação à média; para a esquerda, na direção de Lula.

          Regiões: de onde vêm os ajustes regionais dos cenários de pesquisa

          Muitas pesquisas publicam o resultado por região. Comparando cada região com o 1º turno, dá para ver onde o eleitorado se moveu mais do que a média do país. É isso que distribui a margem da Tendência e do Consenso pelos blocos do mapa e da dança dos números.

            Influência e heterogeneidade: o quanto o resultado depende de poucas pesquisas

            O teste “deixa uma de fora” refaz o consenso sem cada pesquisa e mede quanto ele se mexe. Se uma única pesquisa mexe muito, o resultado é frágil . A heterogeneidade mede se as pesquisas discordam mais do que a amostragem explica, e o teste de agrupamento (herding) olha o contrário: se concordam demais .

            Quanto o consenso muda sem cada pesquisa

            Robustez: a conclusão depende das escolhas da análise?

            Toda agregação faz escolhas: que pesquisas excluir, que janela de tempo usar, quanto descontar pelo desenho da amostra, quão rápido a tendência pode mudar. Aqui o Consenso e a Tendência são refeitos mudando uma escolha de cada vez. Se os números quase não se mexem, a conclusão não depende delas.

            O Consenso e a Tendência em cada variante da análise

            • Consenso, com intervalo de 95%
            • Tendência, projeção para 25/10
            • tracejado: configuração padrão

            E se um instituto inteiro saísse da conta?

            A lição do 1º turno: o quanto as pesquisas finais erraram

            Antes de confiar na margem de erro de hoje, vale conferir como as pesquisas finais de 4 de outubro se saíram contra o resultado oficial . O erro é medido na mesma métrica: a margem entre os dois candidatos.

            Erro de cada instituto na margem do 1º turno

            Distribuição da margem final: Tendência e Consenso

            A curva mostra o que as pesquisas permitem esperar para a margem final, já com o erro típico das pesquisas somado. A área azul, à direita do zero, corresponde à chance de vitória de Flávio; a vermelha, à esquerda, à de Lula. Quanto mais larga a curva, menos as pesquisas conseguem separar os dois. Os seis cenários, lado a lado, estão no próximo capítulo.

            Os seis cenários

            Cada cenário é uma distribuição completa da margem de 25 de outubro, e não um número só. A Nossa Análise, o cenário central, junta as duas leituras das pesquisas e três leituras técnicas da reta final, que somam os erros que as pesquisas costumam ter . Todo número abaixo sai do mesmo cálculo, aberto para conferência.

            Cálculo estatístico independente, não pesquisa eleitoral. Os seis cenários partem de pesquisas já registradas no TSE e do histórico eleitoral público (Lei 9.504/97, art. 33 ; Res. TSE 23.600/2019 ). Cada um é condicional à sua premissa; nenhum é previsão do resultado. A chance de vitória nunca aparece sem a margem e o intervalo ao lado.

            Como nasce a Nossa Análise

            Seis passos, do que as pesquisas medem até a chance de vitória. Role a página: o gráfico à direita se constrói a cada passo, e em cada um há a explicação simples e, recolhida, a conta com as fontes.

            Os seis lado a lado

            Cada faixa é a distribuição da margem final de um cenário, na mesma escala. Quanto mais larga, mais incerta; a linha vertical é o empate. À direita, a chance de vitória de cada candidato em 100 eleições simuladas, que mede o mesmo desenho de outro jeito: a fatia da área de cada lado do empate.

            Cenário em destaque
            Ver os seis cenários em tabela

            Fichas dos seis cenários

            Para cada cenário: a hipótese em uma frase, o resultado, o mecanismo e a evidência com fonte, os parâmetros e de onde vêm, a certeza da evidência (um selo no estilo GRADE, adaptado), as limitações e o que observar durante a apuração.

            Se os pesos da Nossa Análise fossem outros

            O peso igual (1/3, 1/3, 1/3) é uma escolha. Veja o que muda com alternativas razoáveis.

            Por que a Nossa Análise não é igual à Tendência nem ao Consenso

            Como ler: p.p. é ponto percentual da margem entre os dois candidatos nos votos válidos. O eleitor que “troca de lado” tira um voto de um e dá ao outro, por isso o empate pede metade da diferença.

            O mapa do voto

            O modelo trabalha com oito blocos regionais. Em cada cenário, a vantagem de cada bloco sai da votação do 1º turno, de um ajuste regional (vindo dos cruzamentos regionais das pesquisas) e de um deslocamento uniforme que fecha a conta nacional .

            Cenário (margem em p.p. dos votos válidos)
            Vantagem por bloco regional

            UFs do mesmo bloco têm a mesma cor, porque o modelo calcula por bloco. O exterior (ZZ) não aparece no mapa.

            Participação de cada candidato nos votos válidos do bloco

            Ver os números do mapa em tabela

            Ponto de virada

            Quanto o cenário escolhido aguenta antes de virar. A conta usa só o cenário selecionado, com todo o resto igual, sobre a margem em votos válidos . Não é outro cenário nem previsão de que algo vá acontecer.

            Cenário (margem em p.p. dos votos válidos)

            Quanto Lula precisaria ganhar, só em cada bloco, para empatar

            Para cada bloco, o ganho necessário na participação entre os dois candidatos se a mudança acontecesse só ali, com todo o resto do cenário como está. “Inviável” significa mais de 50 p.p.

            Ver o ponto de virada em tabela

            Isto mede a folga do próprio cenário selecionado. Não é outro cenário, não soma testes sobre o cenário e não diz que essa mudança vá acontecer.

            A dança dos números

            Dado o resultado final de um cenário, o que muda ao longo da noite é quais regiões já entraram na conta. Role a página e acompanhe a curva: as linhas pontilhadas marcam o resultado final, e a distância até elas é a dança. O caso real mais recente é o do 2º turno de 2022 .

            Cenário (margem em p.p. dos votos válidos)
            Ordem de chegada (o que é isso?)

            Hora17:05
            Já apurado0,5%
            Flávio (% dos apurados)--
            Lula (% dos apurados)--
            Flávio − final--

            Os primeiros boletins

            O Nordeste acelera

            E se a ordem fosse inversa?

            Tudo converge

            A conta por trás da curva

            % apurado(t)= Σb fb · vb · ab(t)Σb vb · ab(t)

            fb
            participação de Flávio nos votos válidos do bloco b
            vb
            votos válidos do bloco b
            ab(t)
            fração do bloco b já apurada no instante t, entre 0 e 1

            Nenhum voto muda. Quando todos os blocos chegam a 100%, ab = 1 e o resultado é o mesmo, qualquer que tenha sido a ordem. A curva só mostra o peso de quem já chegou.

            Quem já está na conta neste momento

            A barra clara é o peso final do bloco; a barra cheia é a parte já apurada na hora escolhida acima. A porcentagem é a participação de Flávio dentro do bloco.

            O ritmo de apuração de cada bloco

            Votos válidos apurados a cada 5 minutos, na mesma escala em todos os quadros. O formato de sino é a curva logística do modelo; o rabo à direita é a cauda lenta. A linha tracejada é o Perfil B.

            Ver a curva em tabela

            Isso já aconteceu

            Nas últimas apurações, quem aparecia na frente no início costumava estar acima do resultado final. Os dois casos abaixo usam números divulgados durante a contagem .

            Quanto o líder inicial estava acima do resultado final

            Eixo horizontal: % das seções apuradas. Eixo vertical: diferença, em p.p., entre a participação do líder inicial entre os dois candidatos naquele momento e a participação final. Zero significa que a contagem já bate com o resultado.

            Ver todas as medições em tabela

            Simulador

            Mova os controles e o cenário, o mapa e a curva da apuração se recalculam na hora, com o mesmo modelo. Comece por um dos seis cenários ou por uma margem a favor de Lula. É um teste de “e se”: a margem do simulador é uma entrada sua, e não um cenário do site.

            Positivo: Flávio à frente. Negativo: Lula à frente.

            Como parcela de quem compareceu.

            Em relação ao ritmo do 2º turno de 2022. O padrão é 12%.

            Ordem de chegada
            Mapa do cenário simulado
            Curva da apuração simulada

            Comparecimento importa?

            Depende de quem comparece. Se o comparecimento sobe igual em todo o país, o percentual não se mexe, mas a diferença em votos cresce. Se sobe mais numa região, o percentual muda .

            Mão de uma pessoa digitando na urna eletrônica; a tela mostra o cargo de Presidente. Foto: Marri Nogueira/Agência Senado, CC BY 2.0.
            Diferença em votos segundo o comparecimento

            A margem em p.p. de cada cenário não muda ao longo da curva; só a diferença em votos. O cenário escolhido acima aparece em destaque.

            Ver em tabela

            Como funciona a apuração

            Do fim da votação ao número na tela, a contagem passa por etapas que qualquer pessoa pode acompanhar. Só afirmamos aqui o que tem fonte oficial.

            1. 17h: a votação termina

              A votação encerra às 17h, horário de Brasília, em todo o país. A partir daí cada seção eleitoral fecha a sua urna .

            2. A urna imprime o Boletim de Urna

              Ao encerrar a votação, a urna emite o Boletim de Urna (BU), com os votos de cada candidato naquela seção. Uma via fica afixada na própria seção, e o presidente da mesa entrega cópia aos partidos e coligações que a pedirem, como prevê o art. 68 da Lei 9.504/97 .

            3. Os dados do boletim são transmitidos

              O arquivo do boletim, gravado numa mídia da urna e assinado digitalmente, é levado a um ponto de transmissão e enviado à Justiça Eleitoral. Cada seção termina e transmite num ritmo próprio, por isso umas chegam antes de outras.

            4. A totalização soma os boletins

              O sistema de totalização do TSE soma os boletins recebidos. O resultado de cada candidato é a soma das seções, sem etapa de “ajuste”.

            5. A divulgação acompanha a chegada

              O resultado divulgado reflete só as seções já totalizadas. Quando as primeiras regiões a terminar têm um perfil de voto diferente das últimas, a curva se move, como mostramos acima .

            6. Qualquer pessoa pode conferir

              Os boletins de urna são públicos. O BU impresso traz um QR code com os dados da seção, que o aplicativo Boletim na Mão, da Justiça Eleitoral, lê para comparar o papel com o resultado divulgado. O TSE publica os dados de votação por seção no portal de dados abertos.

            7. Antes da eleição: testes públicos

              O sistema eletrônico de votação passa por testes abertos à fiscalização, como o Teste Público de Segurança, e por cerimônias de assinatura digital e lacração dos sistemas, acompanhadas por partidos e entidades fiscalizadoras. No dia da eleição, urnas sorteadas passam pelo teste de integridade, uma votação simulada e auditada.

            Urna eletrônica modelo UE2020 com o teclado numérico e o terminal do mesário ao lado. Urna eletrônica UE2020. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE, domínio público.

            As etapas são descritas de forma resumida a partir de normas e páginas públicas da Justiça Eleitoral. Confira detalhes e eventuais mudanças nas fontes oficiais citadas.

            Mitos e fatos

            Perguntas que aparecem toda noite de apuração, respondidas com a conta.

            Fato: a virada tem uma explicação aritmética. A curva se move porque cada região pesa na conta quando seus votos chegam. Nesta página, o mesmo conjunto de votos finais produz curvas diferentes só mudando a ordem de chegada (Perfil A e Perfil B). Nenhum voto muda de lado em nenhuma delas.

            Quem quiser conferir pode comparar o BU impresso com o resultado divulgado e consultar os dados por seção no portal de dados abertos do TSE.

            Porque o percentual divulgado é uma média só das seções já contadas, e cada região tem um perfil de voto diferente. As apurações de 2022 e do 1º turno de 2026 mostraram um padrão, registrado na calibração do modelo: Centro-Oeste e Sul primeiro, São Paulo em seguida, Minas, Rio e Nordeste depois, exterior por último. No modelo calibrado, o Norte termina ainda antes. Quando regiões mais favoráveis a um candidato terminam antes, a média provisória favorece esse candidato e depois se ajusta.

            É a pequena parcela de seções que termina muito depois das demais. No modelo, ela é uma segunda curva, mais lenta, somada à principal. É por isso que a apuração chega a 99% relativamente cedo e leva bem mais tempo para chegar aos últimos votos.

            Não necessariamente. As seções têm tamanhos e comparecimentos diferentes, e a fração de votos válidos apurada pode ser maior ou menor que a fração de seções. Os cálculos desta página usam a fração dos votos válidos já contados, que é a que entra na conta do percentual. O número do TSE na tela é a fração de seções totalizadas.

            Em muitos casos, sim, mas só quando a conta fecha: quando os votos que faltam já não bastam para cobrir a diferença atual, o resultado está matematicamente decidido. Antes disso, é preciso estimar o que falta, região por região. É o que a Parte 2 faz ao vivo, com margem de erro e chance de vitória (que não é a fatia de votos).

            Conhecer a Parte 2

            Não. Os seis cenários são cálculos estatísticos sobre pesquisas já divulgadas e registradas no TSE e sobre o histórico eleitoral público; não houve entrevista de eleitores nesta página e não há registro de pesquisa nova (Lei 9.504/97, art. 33 ). O objetivo é mostrar, com fontes, o que as pesquisas permitem afirmar e com quanta incerteza, e como cada margem se traduz em votos e em oscilação na apuração.

            Não pedimos confiança cega. O capítulo das pesquisas mede o erro que elas tiveram no 1º turno, e todos os seis cenários somam à média um erro do tamanho que as pesquisas de 2º turno costumam ter, em vez de fingir que a média é exata. Agregar reduz o ruído de cada pesquisa, mas não corrige um erro que todas cometam juntas. Por isso mostramos a chance de vitória sempre junto da margem e do intervalo, e há um cenário (Erro como no 1º turno) que supõe justamente que o erro se repita.

            Metodologia e calibração

            Como o modelo foi construído e contra o que foi conferido.

            Das pesquisas aos seis cenários

            Cada pesquisa vira um ponto: a participação de Flávio entre os dois candidatos, com variância que depende da amostra, do método (presencial, telefone ou online) e do efeito de desenho . A data de referência é o meio do período de campo. O consenso é uma meta-análise de efeitos aleatórios das pesquisas recentes, sem as flagradas pela auditoria . A tendência é um modelo de espaço de estados (tendência local linear amortecida, com efeitos de instituto), resolvido pelo filtro de Kalman e suavizado .

            Os quatro outros cenários nascem do ponto central entre as duas leituras. Os três cenários técnicos somam, cada um, um conjunto de erros possíveis: o erro estatístico aumentado pelo agrupamento das pesquisas, o erro não amostral de média zero (Pesquisas no alvo), o erro comum com a direção do 1º turno, encolhido (Erro como no 1º turno) e a dinâmica de reta final, com momento, efeito manada ou azarão, indecisos e comparecimento (Dinâmica de reta final) . A Nossa Análise é a média de modelos dos três, com pesos iguais fixados antes de ver os resultados . Cada cenário é uma distribuição completa, calculada por simulação de Monte Carlo com semente fixa , e traz um selo de certeza da evidência no estilo GRADE, adaptado .

            A chance de vitória é a fração das simulações em que cada candidato fica à frente. É arredondada a 1 ponto, limitada a 1%–99% e nunca aparece sem a margem e o intervalo ao lado . Nos seis cenários, o erro não amostral segue uma t de Student com poucos graus de liberdade, de caudas mais pesadas que a normal, porque o seu tamanho vem de poucas eleições .

            A regra de exclusão foi fixada antes de ver os resultados e é simétrica: sai a pesquisa cuja distância robusta à mediana das recentes, ou cujo resíduo no modelo de tendência, passa de 3 desvios, para qualquer lado . A pesquisa excluída continua nos gráficos, marcada. O bloco Robustez mostra o resultado com e sem a regra e em várias variantes da análise; o bloco Regiões mostra de onde vêm os ajustes regionais.

            Do voto ao resultado

            Os válidos de cada bloco no 2º turno são os do 1º turno (Flávio mais Lula) multiplicados por um fator de escala único. A participação de Flávio no bloco parte do 1º turno, recebe o ajuste regional do cenário e um deslocamento uniforme, calculado para que o total nacional bata a margem escolhida. Nos seis cenários, o ajuste regional vem dos cruzamentos regionais das pesquisas; onde eles forem insuficientes, o deslocamento é uniforme. Os dados de 1º turno e de comparecimento são do TSE e do IBGE .

            Da urna à curva

            O avanço da apuração de cada bloco é uma curva logística com cauda lenta, calibrada com o ritmo do 2º turno de 2022 acelerado em 12%. O Perfil A segue a ordem observada nas apurações recentes. O Perfil B inverte essa ordem e serve como teste de estresse: não tem precedente, e é justamente por isso que mostra o limite do efeito. Nenhum dos dois perfis é um cenário.

            O que a análise não faz

            • Não faz entrevistas nem substitui pesquisa: agrega o que institutos registrados já divulgaram.
            • Não corrige um erro que todas as pesquisas cometam na mesma direção: só mostra o que aconteceria se isso ocorresse (cenário Erro como no 1º turno).
            • Não conhece o comparecimento por UF; usa uma taxa nacional.
            • Calcula por oito blocos regionais, não por município.
            • O mapa usa limites de 2015, simplificados, só para visualização.

            Equações, hipóteses e testes estão em docs/METODOLOGIA.md; a definição de cada cenário, os parâmetros e a certeza da evidência, em docs/CENARIOS.md; o catálogo auditado das pesquisas, em docs/PESQUISAS.md.

            Calibração contra o que foi observado

            Ajustes aplicados ao modelo

            Referências

            Fundamentação de cada método, de cada número e de cada afirmação deste site. Clique em um número entre colchetes no texto para ver a referência sem sair da página.

            Créditos